sábado, 16 de outubro de 2010

Sinal de uma magia antiga...





...mas que pouca gente sabe disso.

É a "ligação" do Espirito com a Terra.


Ar

Fogo

Água

Terra

Espirito

O Pentagrama

O Cavaleiro da Estrela Guia.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A ação que se repete...

Eu encontrei no livro " O Cavaleiro da Estrela Guia - Rubens Saraceni ", http://www.planetanews.com/autor/RUBENS%20SARACENI
, a seguinte passagem:

" Agora eu torno a ver o cataclisma que já havia visto antes, mas agora sei qual a sua causa.

É a dasarmonia da natureza.

Os elementos entram em desequilíbrio e o planeta é abalado pela discórdia,

com povos que guereiam uns contra os outros."

terça-feira, 7 de setembro de 2010

As duas espirais...


Foto: 06 - 09 - 2010, Costelação de Pegasus.



Foto: 09 - 12 - 2009, Espiral da Noruega.

Hummmmmmm....

domingo, 5 de setembro de 2010

Já Chegou...

Este vídeo foi feito em 28-08-2010 - Romênia.

http://www.youtube.com/user/cristi0206

Para pensar...

Por que será que algumas pessoas conseguem vê-lo e outras não...???

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Buracos Profundos...

Em 13 de Julho de 2010,
Citado em : http://poleshift.ning.com/profiles/blogs/after-heavy-rain-7-huge

"Após fortes chuvas, sete enormes buracos surgiram na Pinehill Village, em Chongqing, alguns deles sem fundo."





É só o começo, "seres" usarão os buracos, "seres" de outras dimensões,

"Seres" dos quais não passam pelas nossas mentes ingênuas.

Os seres humanos fizeram suas escolhas...


domingo, 6 de junho de 2010

Vulção: Islândia

O que existe em comum é...

1. O mural do Aeroporto em Denver ( USA ).

2. O radar registrado em foto do vulção da Islândia...

O clássico : " Antes " e o " Depois "...

Para pensar...

O manto que o guerreiro veste se parece à um vulção!!!

E o cutucar a espada no passarinho...não teria algo a ver com a restrição aos vôos na europa.

E o arco-íris...não seria o H.A.A.R.P....Ativo.

Pesquise...e veja quais outras "coincidências" aparecerão.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Profecias Hopi


Os Hopi são uma nação nativo americana dos Estados Unidos da América que vive principalmente na Reserva Hopi no noroeste do Arizona, com 1,5 milhões de acres (6 000 km²), que está rodeada pela reserva Navajo. Alguns Hopi vivem na reserva indígena do Rio Colorado, no oeste do Arizona.

Este povo continua a praticar a sua cultura tradicional, num grau mais elevado que a maioria dos outros nativos americanos. A religião dos Hopi é essencialmente pacífica e envolve o respeito por todas as coisas e seres da Natureza, de acordo com os mandamentos de Maasaw, Criador e Protetor do Mundo.

Nos seus ritos religiosos, os Hopi pedem benefícios para todos os povos da Terra. Possuem uma cosmogonia que em tudo se assemelha a concepções que parecem repetir-se por todo o planeta, fato indicativo de que, de algum modo, toda a Humanidade recebeu as suas tradições de uma mesma fonte, embora as lendas e profecias tenham adquirido ao longo do tempo pequenas diferenças, insignificantes em relação ao todo e que são resultado de peculiaridades locais.

Os Hopi também acreditam na emergência e extinção cíclica dos Homens, que se renovam em raças cada vez mais evoluídas rumo a uma purificação espiritual que chegará ao termo ideal na Sétima Raça ou Sétimo Mundo. O fim do mundo segundo a tradição Hopi inclui todo aquele elenco de catástrofes descritas em outras profecias, desastres naturais inevitáveis, considerando esta tradição que o cruzamento entre as órbitas da Terra e de um astro de grandes proporções - seja planeta, asteróide ou cometa - produzirá, evidentemente, grandes alterações no ecossistema terrestre.

Este fim do mundo segundo os Hopi também inclui a idéia de uma punição, de um Karma negativo a ser resgatado, prevendo que uma estrela azul virá coroar uma seqüência de nefastas ações perpetradas pelos homens: irá acontecer uma guerra e esta será também um confronto entre valores materiais e valores espirituais. Somente os Hopi, ou os Pacíficos, serão poupados, restarão uns poucos sobreviventes, sementes do Quinto Mundo.

Os sinais que anunciam o grande final já estão a ocorrer há algum tempo e é igualmente parecidos com todos aqueles citados em outras profecias, a grande maioria decorrentes dos aspectos negativos do notável avanço tecnológico alcançado pela Humanidade. Os Hopi, assim como outros povos, foram salvos de uma grande dilúvio no passado e estabeleceram um acordo com o Grande Espírito (O Criador) em que nunca se separariam dele.

Então ele fez um conjunto de tábuas de pedra sagradas chamadas Tiponi nas quais inseriu os seus ensinamentos, profecias e avisos. A profecia mais persistente e confirmável é uma que foi dada nos tempos antigos pelos Anciães Hopi. Esta profecia foi passada através da tradição oral e pela referência às tábuas antigas. Os anciães revelaram que haveria nove Sinais antes que surgisse o 5º Mundo. Este seria um mundo de paz e de abundância - uma Nova Terra.

De acordo com Pena Branca, um Hopi do antigo Clã dos Ursos, a profecia se realizaria assim: “O Quarto Mundo terminará em breve e o Quinto Mundo começará. Os anciães sabem disto. Os Sinais no decorrer dos anos foram realizados e assim poucos restam.”


“Este é o Primeiro Sinal: Foi-nos dito da vinda dos homens de pele branca, como Pahana, nosso perdido Irmão Branco das Estrelas. Mas estes homens não viverão como Pahana, eles serão homens que tomarão a terra que não é deles e os homens que atacarão os seus inimigos com o trovão (armas).”


"Este é o Segundo Sinal: As nossas terras verão a vinda das rodas cheias de vozes. Na sua juventude, o meu pai viu esta profecia realizar-se com os seus olhos – os homens brancos que trouxeram as suas famílias em vagões pelas pradarias.”


"Este é o Terceiro Sinal: Uma estranha besta como um búfalo com grandes e longos chifres assolará a Terra em grande número. Estes Penas Brancas viram com os seus olhos – a vinda do gado de longos chifres dos homens brancos.”


"Este é o Quarto Sinal: A Terra será atravessada por cobras de aço – os caminhos-de-ferro".


"Este é o Quinto Sinal: A Terra será atravessada por uma rede de aranhas gigantes – energia elétrica e linhas telefônicas".


"Este é o Sexto Sinal: A Terra será atravessada por rios de pedra que fazem imagens – auto-estradas com miragens causadas pelo Sol".


"Este é o Sétimo Sinal: Vocês ouvirão o mar se transformar em negro e muitas coisas vivas morrerão por causa disto – derramamento de petróleo nos oceanos".


"Este é o Oitavo Sinal: Vocês verão muitos jovens que usam cabelos longos como a nossa gente. Eles virão e se juntarão às nações tribais, para aprenderem novos modos e sabedoria – os hippies nos anos 60 e 70.”


"E este é o Nono e Último Sinal: Vocês ouvirão uma residência nos Céus, acima da Terra, que cairá com um grande estrondo. Aparecerá como uma Estrela Azul. Logo depois disto, as cerimônias do meu povo cessarão".


"Estes são os sinais que mostram que a grande destruição está a aproximar-se. O mundo balançará para lá e para cá. O homem branco lutará contra outras pessoas em outras terras, com aqueles que possuem a primeira luz da sabedoria. Haverá muitas colunas de fumo e fogo, como Pena Branco viu o homem branco fazer nos desertos, não muito longe daqui. Só os que virão causarão doença e um grande número morrerá. Muitos do meu povo entendem as profecias e estarão seguros.

Esses que ficarão e que vão morar nos lugares onde mora o meu povo estarão seguros. Então haverá muito para reconstruir. E logo após Pahana (significa irmão branco desaparecido, esta lenda do Pahana parece estar intimamente relacionada com os Astecas e a história de Quetzalcoatl, assim como outra lendas da América Central) voltará e trará com ele o amanhecer do Quinto Mundo.

Ele plantará as sementes da sabedoria nos corações das pessoas. Até mesmo agora as sementes estão a ser plantadas. Isto abrirá o caminho para o aparecimento do Quinto Mundo”.A profecia Hopi refere que o aparecimento da Estrela Azul Kachina iniciará um período de grande purificação, um período em que a Terra será purificada e limpa da negatividade, em preparação para o surgimento do 5º Mundo (“virá quando Saquasohuh - estrela azul - Kachina dançar na praça e remover a sua máscara”).

domingo, 21 de março de 2010

Nibiru...

É muito dificil para o homem nos mundos inferiores...

Reconhecer as entidades caidas que aparecem como Luz.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Hercólubus

Filmado em 24 - 02 - 2010, na Russia.

É só esperar a sua "chegada".

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Fiesta - Kitaro

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Gigantes Humanos

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A Nova Terra

A nova terra ficará "quase" assim.

Depois de terremotos e enchentes.

Planeta X, Hercolobus, Astro Intruso, etc...

Tsunamis e maremotos.

2010 é o começo de "os tempos são chegados"

Vulcano é só o começo.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Drone - UFO

Sinais...Sinais...Sinais

sábado, 17 de outubro de 2009

Chemtrails

Para os que tiverem as suas cabeças no lugar.

sábado, 26 de setembro de 2009

Medicine Man

Escudo do leste

Ilumina meu caminho

Para que eu possa voar com a Aguia

Para a casa da primeira luz do Avô Sol.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Morte do Xamã


"Os ensinamentos relativos à morte do Xamã assumem formas bastante diversas nas cerimônias dos povos da América Nativa. No entanto, todas elas possuem um ponto em comum: a idéia de que a morte representa o início de um ciclo de vida. Já que a manifestação da vida é vista sempre de forma dinâmica, dentro da roda de medicina, tudo aquilo que termina significa, por sua vez, o início de alguma coisa nova.

A roda da vida possui inúmeros aros, os quais assinalam as diversas lições de vida e os diversos degraus que cada ser vivo precisará enfrentar ao percorrer a estrada de sua vida física. Esses passos recebem o nome de Boa Estrada Vermelha e representam o sopro da vida, que nos chega em forma de espiral, proveniente do Grande Mistério. Os nativos americanos aprendem, desde pequenos, que nenhuma pessoa deve julgar os passos que as outras estão dando em seu processo de crescimento; esse julgamento não passa de uma atitude tola e improdutiva.

À medida que a roda da vida gira, todos os seres humanos chegam aos lugares em que deverão aprender lições idênticas. É neste momento que a morte do xamã entra em cena. Cada vez que a lição de um determinado raio da roda de vida é aprendida, a roda gira para que já comece a aparecer a lição contida no raio seguinte. As facetas sombrias de nosso Ser, aqueles ângulos obscuros que inibem o nosso crescimento, são constantemente condenadas à morte.

Essas mortes ocorrem diariamente, sejam elas nossos medos, nossas dúvidas, nossos maus hábitos, nossos pensamentos negativos ou nossa autoimportância. Essas mortes demarcam o caminho do nosso progresso espiritual e nos revelam, a cada momento, que o ser humano possui a capacidade de caminhar em beleza. A morte de um ângulo sombrio de nossa personalidade sempre serve como prenúncio do nascimento de um novo dom ou talento já contido no âmago de nosso ser. Cada vitória conseguida sobre alguma parte de nosso der que não esteja cominhando em beleza significa em si mesma um nascimento. Toda vez que alguma pessoa alcança uma encruzilhada em sua vida e se vê frente à necessidade de tomar uma decisão e mudar de atitude, dá-se a morte do velho e o nascimento do novo.

O Xamã é uma pessoa sempre pronta a confrontar os seus medos mais profundos e todos os aspectos sombrios de seu vida física. Na época em que eu trabalhava com Joaquin e as duas vovós no méxico, aprendi qual a diferença entre um curador e um Xamã. Um curador é aquela pessoa que sabe como utilizar as forças da natureza para efetuar uma cura no corpo físico, mental ou espiritual de outra pessoa. O curador - ou curandero - jamais usa as forças da sombra para efetuar as curas. Já o Xamã é um curador que desceu aos seus próprios mundos sombrios, confrondando-se com seus medos mais ocultos e também com o subterrâneos da maldade alheia.

Isto lhe troxe a capacidade de saber lidar tanto com as forças das trevas quanto com as forças da luz. Um verdadeiro Xamã está apto a praticar exorsismos, a desfazer feitiços e a reverter os efeitos de atos de magia negra realizados contra alguém. É claro que o Xamã sabe praticar curas tão bem quanto qualquer curador espiritual, porém só mesmo um Xamã sabe lidar com qualquer tipo de magia negra que possa ter levado um pessoa a contrair algum tipo de enfermidade.

Há muitas pessoas hoje em dia que se denominam Xamãs sem nem sequer saber o que isto significa exatamente. Se esses pretensos Xamãs não possuirem a capacidade de mergulhar em seus próprios subterrâneos sombrios, não estão aida preparados para seguir o verdadeiro caminho do Xamã. Uma pessoa destas não está preparada para confrontar os resultados de um trabalho de xamanismo negro. É bastante comum encontrar-se a mistura da magia negra com a magia branca de cura entre a população do México, da América Central e da América do Sul. Muitos Xamãs morreram por terem despertato a ira dos praticantes da magia negra ao tentarem proteger os outros. Ao norte da fronteira mexicana o uso trevoso da xamanismo, já não é tão comum mas, mesmo assim, porque sabem que ele existe. Os verdadeiros Xamãs não precisam ficar se gabando nem se exibindo para os outros. Eles trabalham em silêncio e em total humidade porque sabem que aos olhos do Grande Mistério o seu valor já está sendo reconhecido. As opiniões alheias jamais mudam o senso de ser de um verdadeiro curandeiro ou Xamã. Um Xamã é aquele indivíduo que caminhou até os portais de seu inferno pessoal e teve coragem de entrar. Um verdadeiro Xamã é aquele que enfrentou e venceu os demônios autoconcebidos do medo, da insanidade, da solidão, da autoimportância e dos vícios ao passar pela gama de mortes do Xamã. A qualidade que melhor define um Xamã de verdade é o seu sentido de compaixão pelos caminhos que os outros ainda precisam trilhar, já que também atravessou o mundo subterrâneo das sombras e conhece diretamente a dor e o sofrimento envolvidos neste processo. Um destes rituas de morte e renascimento é chamado a Noite do Medo. Esta tradição é praticada por muitas tribos norte-americanas como meio de enfrentar e vencer o medo antes de embarcar numa busca de visão. Para cumprir este rito de iniciação, o nativo deve dirigeir-se a um local isolado da floresta e cavar sua própria sepultura. Depois, deve deitar-se nessa tumba sózinho e passar a noite toda ali. A abertura da cova é tapada com um cobertor. Ele fica deitado ali, escutando os sons da floresta e os gritos dos animais noturnos. Os sons servem como catalizadores e fazem com que os medos ocultos da pessoa velham à tona, para serem confrontados e reconhecidos. A pessoa que está passando por esta iniciação não consegue enxergar nada através do cobertor: portanto, os sons, muitas vezes bastante amplificados pela própria imaginação da pessoa, constituem neste hora o seu pior inimigo. Um imaginação fértil acaba criando um estado de medo tão intenso que pode levar a paralisação dos sentidos, ou então, pode aflorar uma grande coragem interna, que se encontrava, até então, em estado latente. Depois que aquela pessoa passa a noite inteira acordada, confrontando os medos sombrios que assombram a imaginação, ela se encontra preparada para iniciar sua Busca de Visão.

Existe outro gênero de ritual da morte do Xamã praticado nos planaltos mexicanos. Para a realização desta cerimônia, começa-se despindo a pessoa totalmente. A seguir, membros do tribo da mesmo sexo pintam-lhe o corpo todo com simbolos referentes ao Morcego. Bem no centro da aldeia cava-se um buraco, de forma a permitir que só a cabeça fique de fora. Feito isto, a pessoa é enterrada no buraco, onde ficará de pé por um período de vinte e quatro horas. Todos os membros da aldeia então passam a xingá-lo, jogam terra em sua cara e urinam ou defecam perto da cabeça daquela pessoa enterrada e indefesa. O iniciado não deve responder a qualquer destas provocações verbalmente. O horror de tudo isto que está acontecendo acaba por destruir muitos dos conceitos que a pessoa tinha de si própria. Estas indignidades costumam constituir uma surpresa total para o iniciado e devem ser enfrentadas em silêncio e com coragem. Nunca se explica de atemão tudo o que vai acontecer durante estas iniciações; o iniciado recebe somente algumas noções gerais antes do inicio da cerimônia.

Após o final da provação de vinte e quatro horas, o iniciado é retirado do buraco e levado para um rio a fim de ser lavado e perfumado. Os outros membros da aldeia vestem-no com uma nova roupa branca e enfeitam-no com flores. Voltam todos à aldeia, onde tem início a última surpresa: uma festa em homenagem ao deus morcego, que assistiu o iniciado durante todo a cerimônia e ajudou em seu renascimento. Aqueles indivíduos que não conseguem suportar a prova são retirados de terra, lavados e passam a receber cuidados especiais até se sentirem curados da doença do Xamã. Essa doença, que beira a insanidade, pode minar todo o autocontrole do Xamã e provocar uma ruptura da personalidade. Em algumas aldeias é possível encontrar um ou dois iniciados que perderam o contato com a realidade durante o processo e são tratados como pessoas " tocadas pelos Deuses ".

O objetivo destas modalidades de morte de Xamã é fazer com que a pessoa enfrente o jogo da insanidade, o que torna sua mente mais forte e impede que alguma feitiçaria possa agir sobre ela, tentando " ajustar seu pensamento". O ajuste do pensamento consiste numa invasão telepática que uma pessoa treinada consegue efetuar sobre a mente de uma outra pessoa, mais desavisada.

Esta é uma antiga técnica usada para controlar idéias ou atitudes de outras pessoas, através do poder que se consegue sobre a mente delas. Muitos Xamãs negros procuram levar os Xamãs brancos à loucura invadindo seus sonhos ou usando táticas para amedrontar e enlouquecer suas vítimas. Desta forma, eles tentam afastar e neutralizar todos aqueles que lutam pela correta utilização do xamanismo, ou seja, aquelas pessoas que se opõem ao uso indevido dos poderes mágicos. Por isto, é imperioso que os aprendizes estudem sob a orientação de um verdadeiro Xamã, que seja bem treinado e bastante experiente. Querer mergulhar no mundo do xamanismo sem receber a orientação adequada, principalmente nos países que praticam regularmente a magia negra, pode vir a ser perigoso e até fatal.

O xamanismo é também a capacidade de comungar com todos os espíritos que habitam em todos os níveis da criação. Algumas pessoas possem esta capacidade desde cedo e podem ser muito mal interpretadas. O Xamã natural muitas vezes foi vítima de algum evento traumático entre um e sete anos de idade. Estes acontecimentos traumáticos costumam romper a matriz embrionária do ego e destruir o sentido natural de limites que a criança possui. Quando o sentido natural de individuação e a percepção do próprio espaço sagrado se enfrequecem, começa a se estabelecer uma comunicação involuntária entre aquele ser e vozes advindas de outros planos. Uma criança não pe capaz de discernir quais são as vozes úteis e quais as vozes perigosas, podendo, assim deixar-se influenciar por espíritos perigosos, que continuam presos à terra. A situação se agrava quando a criança é mal compreendida peloas adultos que estão ao seu redor, podendo, nesses casos, desenvolver-se um quadro de esquizofrenia ou de divisão da personalidade.

Em nossa cultura moderna o tratamento desses sintomas é tragico. Nas culturas tribais mexicanos, porém, tenta-se orientar a criança, ensinando-a a eliminar as influências negativas e a aceitar as vozes positivas, que poderão transformá-la num Xamã talentoso mais tarde, quando crescer. O caminho natural desta criança especialmente dotada será pontilhado por diversas mortes do Xamã, com o objetivo de conduzí-la a um maior discernimento e a um fortalecimento do seu ser interno.

Toda vez que estas inevitáveis batalhas interiores são travadas, contam com toda assistência dos curadores e Xamãs mais experientes daquela tribo. Os melhores Xamãs que encontramos hoje em dia são aqueles " curadores curados ", que já trilharam o caminho da morte e do renascimento, destruindo as sombras que obscureciam sua clareza interior. Para a pessoa que já palmilhou esta difícil estrada, conseguiu vencer os obstáculos, e passou a integrar em si mesma os aspectos positivos, torna-se bastante fácil ajudar os outros a fazer o mesmo. Um Xamã que sabe reconhecer o lado obscuro do seu próprio Ser consegue facilmente diagnosticar uma escuridão semelhante nos outros indivíduos.

Toda vez que nos propusermos a confrontar as facetas mais sombrias do nosso Ser que estejam nos desviando do Caminho Sagrado para a totalidade e nos decidirmos a purificar estes aspectos através do processo de morte do Xamã, estaremos dando mais um passo admirável em nosso próprio caminho evolutivo. A morte do Xamã não existe só para os Xamãs. Sempre que alguém se propuser mudar velhos hábitos e recomeçar sua vida de forma nova e mais produtiva, estará manifestando um tipo de morte do Xamã. Se os velhos pés de milho não fossem arrancados e queimados, o solo não ficaria bastante fertilizado e os novos pés de milho não conseguiriam crescer no ano seguinte.

O Morcego é o símbolo Maia e Asteca do renascimento. O Morcego costuma ficar pendurado de cabeça para baixo na sua caverna, assim como os humanos ficam aninhados de cabeça para baixo, no ventre da mãe, quando estão prontos para nascer. O Morcego se sente seguro na escuridão da caverna, e o feto se sente protegido na escuridão do ventre materno. Depois de sair do ventre, ou da caverna, a pessoa é obrigada a encarar tanto a luz quanto a sombra. Torna-se então necessário decidir qual destes lados permitirá maior crescimento ao seu prórpio Ser. A dualidade do atual universo só poderá ser harmonizada no Unimundo a partir do instante em que todas as pessoas forem capazes de enxergar que ambos os lados contribuem igualmente para o nosso processo de evolução.

A morte da Xamã constituí um símbolo deste crescente processo de Conscientização que nos conduz à Totalidade."

As cartas do caminho sagrado - Jamie Sams.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Guardião da Luz


Se eu guio você pelos seus olhos...sou seu guru OSHO,

Se eu guio você pelos seus pés... sou seu " guru dos caminhos ",

Se eu guio você pelos céus... sou seu espelho,

Eu sou seu sol...

Eu sou seu sorriso...

Eu sou seu puro ouro...

Eu sou seu orgulho...

Eu sou seu guerreiro...

Eu sou seu ISHO.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A Profecia do Berço da Criação



"O Berço é uma cesta de madeira especialmente adaptada para carregar bebês e utilizada em quase todas as tradições tribais da América Nativa. A base e os lados dos berços são feitos de madeira para que o corpinho da criança fique firmemente apoiado. O lado de dentro é acolchoado com folhas de salva e depois coberto com pele de coelho.


As fraldas do bebê eram feitas de pele de coelho e recheadas de folhas de salva ou verbasco, que serviam para absorver a umidade. A cobertura externa do berço é feita com pele macia de Cervo, que é entrelaçada na frente, de uma forma que deixa a criança bem segura dentro do berço, mas que permite retirá-la facilmente para trocar a fralda ou alimentá-la.


A touca ou o capuz protege os olhos do bebê da luz forte e da chuva, durante as viagens ou mudanças de acampamento. O berço tem a responsabilidade de proteger o corpo da criança de qualquer dano eventual em todas as situações. Se o berço cair da esteira que é puxada pelo pônei nas mudanças de acampamento, a criança não se machucará, porque a moldura grossa de madeira e a touca sobre a sua cabeça criam uma espécie de armadura.


Para os nativos, o conceito tradicional do sentido de responsabilidade equivale a ter " capacidade de reagir"; por isto, achamos que o berço possui todas as características necessárias que representam esta qualidade. Os nativos americanos, particularmente os das planícies, eram um povo nômade, que se ajustava e reagia às situações da vida de forma natural. Era perfeitamente natural acompanhar os rebanhos, assim como as mudanças de estação.


Porém as crianças que ainda não tinham idade para caminhar sozinhas tinham que ser carregadas. Assim, o berço tornou-se indispensável para ajudar nas tarefas das jovens mães, que precisavam, também, atender a outras tarefas da vida do acampamento. O Bebê poderia ser colocado num berço, que era pendurado do lado de fora da tenda. Enquanto a criança dormia, sua mãe preparava os bolos de carne e frutas secas que eram utilizados nas viagens, ou então acendia a foqueira para cozinhar, tingia abrigos e costurava mocassins.


Quando ocorriam as mudanças de acampamento, o berço podia ser amarrado do lado de cima das esteiras puxadas pelo pônei, entre os mantos de búfalo e outros objetos da tribo. Mas, na maior parte das vezes, a mãe amarrava o berço às suas costas, enquanto andava pelo acampamento. O berço detém, tradicionalmente, o dever e a responsabilidade de proteger as crianças, porém o símbolo do berço consegue ser muito mais abrangente.


Os nativos americanos aprendem que o seu propósito na vida é evoluir, crescer em entendimento e viver em harmonia. Nós sabemos que todas as coisas estão contidas na Roda da Vida e que continuarão a se manifestar pelas três faces do destino: o passado, o presente e o futuro. Nossa habilidade em reagir ao passado corresponde a honrar as tradições dos nossos ancestrais, sua sabedoria, e os objetos sagrados de cura, que tem protegido e guiado nosso caminho. É sempre com muita alegria que transmitimos estes sistemas de conhecimento aos nossos filhos.


Nossa habilidade em reagir ao presente consiste em encontrar a beleza em cada momento do dia, usando nossos dons, talentos e capacidades para incrementar o bem comum. Trilhando nosso caminho suavemente sobre a mãe terra, honrando o espaço sagrado presentes em todas as formas de vida, conservando o brilho nos olhos e a alegria em nossos corações, aprendemos a demonstrar gratidão em cada benção que a vida nos concede.


A habilidade de reagir ao futuro consiste em compreender o presente. Nós acreditamos que a sobrevivência e o bem-estar das próximas sete gerações dependem de cada pensamento que emitimos e de cada ação que manifestamos no aqui e agora. Por isto, sosmos constantemente lembrados de nossa responsabilidade como guardiões do berço para as futuras gerações. Toda pessoa que se vê caminhando hoje pela boa estrada vermelha da vida física é um guardião do berço de amanhã.


Nós somos o exemplo vivo para todas aquelas crianças que viverão em nosso mundo depois de termos partido. Elas aprendem conosco a preservar a mãe terra e os sistemas de conhecimento que lhes permitirão tornar-se guardiãs eficazes de todos nossos recursos. Se as florestas tropicais acabarem, se não houver mais água pura, se o ar estiver fétido e não for mais respirável, se a mãe terra não conseguir mais produzir alimentos, teremos falhado em nossa responsabilidade de carregar o berço dentro de nossos corações.


Se não conseguirmos passar para as futuras gerações o conhecimento que as habilite a reconhecer as plantas que curam, a plantar o milho e a viver em harmonia com todos os nossos parentes, teremos falhado e teremos destruído a rica herança que aqueles anciões, que caminharam na boa estrada vermelha antes nós, nos deixaram. Na época em que eu convivi com as duas avós Kiowa, no méxico, foi-me transmitida grande parte da profecia do berço da criação.


Eu gostaria de compartilhar estas profecias, porque las nos ajudarão a olhar o futuro com esperança, ao invés de encará-lo com desânimo e tristeza. Nossa mãe terra nunca destruíu todos os filhos da terra em qualquer dos quatro mundos anteriores, e também não é desta vez que fará isto. Aprendi que, ao final de cada mundo, a circunferência da terra expandiu-se, criando novas massas de terra e eliminando outras. A cada vez aqueles dentre seus filhos mais leias, que conseguiam ler os sinais que lhe eram enviados, encontravam lugares seguros para viver.



Alguns eram encaminhados a túneis subterrâneos, que se localizavam logo abaixo da superfície. A raça que foi para baixo da superfície é chamada de os subterrâneos pelo clã do lobo dos nativos Seneca. A profecia do berço fala do nascimento de milhares de Guerreiros do Arco-Íris, de ambos os sexos, que verão se manifestar o sonho do quinto mundo de paz. Estamos vivendo este processo agora, nesta era que as avós denominavam de Tempo do Búfalo Branco. Esta é a época na qual os ensinamentos estão sendo transmitidos a todos aqueles que tem ouvidos e olhos para ver.


A profecia declara que esses Guerreiros do Arco-Íris se recordarão de sua herança e a utilizarão para o bem de todos os filhos da terra. O chefe Duas Árvores, da tribo Cherokee, ensinou-nos que estas pessoas podem ser brancas por fora mas são, na realidade, vermelhas por dentro. Eu sinto que os novos Guerreiros do Arco-Íris são os Guardiães de nossa mãe terra e representam os nossos ancestrais vermelhos que estão retornando para ajudar a todos os nossos parentes.


A profecia do berço da criação também diz que o fogo virá do céu e atingirá a mãe terra no berço aquático da criação, ou seja, nos oceanos. Este objeto em forma de cometa virá para fertilizar o óvulo da terra e para recriar a pureza de todos os seus quatros clãs. Os chefes do Ar, da Terra, da Água e do Fogo voltarão a reintegrar-se. A condensação proporcionada por esta interação do Fogo e da Água nos devolverá o nosso ozônio. Estas profecias devem ser cumpridas em algum momento dentro de uma faixa de tempo que vai dos nossos dias ao ano de 2015.


Muitas pessoas que se desligaram da mãe terra e não sabem mais como plantar o seu próprio alimento precisarão aprender a fazê-lo. As pessoas que não conhecem o valor curativo das plantas passarão a depender de outras que já reconhecem este valor.A capacidade de reagir às mudanças que estão para acontecer está baseada no entendimento do berço, e está calcada na capacidade pessoal de partilhar e de servir.


Este é o momento de iniciar o processo de aprendizado que nos permitirá voltar a aprender as pródigas lições que a mãe terra propicia, para que as futuras gerações possam receber os sistemas de conhecimento necessários a uma vida harmoniosa. Muitos animais e muitas plantas dos tempos antigos voltarão a aparecer em nosso mundo, porque precisarão voltar a interagir com os seres humanos. Algumas destas plantas serão utilizadas para a cura e outras para fornecer alimentos.


Voltaremos a entender a linguagem das criaturas e permitiremos que o seu instinto e a sua sabedoria nos ensinem a preencher as nossas necessidades. O berço se tornará o símbolo de nossa primeira forma de encarar a vida, e nós todos formaremos uma grande comunidade mundial. Formas de comunicação harmônicas prevalecerão pelos próximos mil anos de paz; depois disto, a mãe terra se transformará num segundo sol, ou numa estrela de nosso sistema solar.


Nós continuaremos vivendo em sua superfície, mas não ficaremos queimados, porque teremos adquirido corpos imortais de fogo. As raças procedentes das estrelas virão até aqui para ajudar os filhos da terra a reencontrar o equilibrio ecológico, e alguns filhos da terra irão com elas para aprender estes sistemas de conhecimentos, que são muito antigos mas serão novos para nós. Aqueles que não forem capazes de aceitar o novo berço da criação serão removidos para o corpo-duplo da mãe terra, um local que abrigará a memória deste seu corpo tão explorado e tão marcado pelos abusos. O Tempo do Búfalo Branco verá acontecer muitas maravilhas, já que os governos não controlarão mais as ações dos filhos da terra e a união entre os povos voltará a ser fortalecida.


Quando colocarmos o Berço em nossas costas, ele transportará o filho de nossos futuros sonhos, que está começando a se manifestar agora, através de nosso amor. O Berço serve como lembrete. Nós só podemos proteger o Futuro reagindo ao Agora, ou seja, o Presente."


Texto extraído do livro:" As Cartas do Caminho Sagrado" - Jamie Sams.






segunda-feira, 9 de março de 2009

Uma Só Flexa

" A estrada à minha frente
É longa e estreita.
Só me restou uma flexa,
E meu velho cavalo
Mal se aguenta em pé.
Mas se for preciso
Voltar ao combate
Arreio o cavalo,
Subo à sela,
Corajoso Cavaleiro:
É hora de enfrentar
Minha última Batalha !
É hora de escalar
Montanhas escarpadas,
Buscando alcançar
Meus próprios limites.
É hora de nadar
Contra a corrente
Dos rios caudalosos
Que rugem minha alma.
É hora de enfrentar
Arenosos desertos,
Em busca do oásis
De paz e de calma.
Mas a estrada à minha frente
Ainda é longa e estreita.
Só me restou uma flexa,
E meu velho cavalo
Mal se aguenta em pé.
Mas se for preciso
Voltar ao combate,
Arreio o cavalo,
Subo à sela,
Corajoso cavaleiro:
É hora de enfrentar
Minha última Batalha !"
Poema de John York, retirado de Jamie Sams - As Cartas do Caminho Sagrado

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Seres-Trovão...Potencial de Energia

Este vídeo e texto é o meu agradecimento à toda Nação do Céu, em especial aos meus guias de Órion Confederados que estão pacientemente me orientando e aguardando, tanto a minha conciência inferior quanto ao meu espiríto, para chegarem, novamente, à condição ideal para minha nova missão de cura com meus irmãos das quatro raças.

Em especial, este texto, é uma resposta à uma pergunta que estava dentro do meu coração já faz algum tempo e, por merecimento, Deus Pai / Mãe autorizou que pela Lei da Sincronicidade eu a recebesse e assim, como uma cura, meus corpos emocional e mental inferiores, conseguiram dar um salto de vibração. Muito Obrigado.

Este texto é parte integrante do livro da Jamie Sams: As Cartas do Caminho Sagrado no. 36.

" Os Seres-Trovão representam a mensagem de amor enviada pela Nação do Céu. Os bastões de fogo, ou raios, constituem um raro presente que o Pai Céu envia à Mãe Terra. Os trovões que acompanham uma tempestade transmitem o chamado que anuncia a Divina união da Terra com o Céu. Os Seres-Trovão constituem a hoste de amantes que dão energia à Mãe Terra. O chefe trovão proclama a beleza do amor entre o Pai Céu e a Mãe Terra.

Os bastões de fogo criam uma ponte entre os dois amantes e são uma expressão física do amor que um sente pelo outro. O povo nuvem se reúne no local em que será realizada a dança da união, para abrigar o chefe trovão e os bastões de fogo dentro de seus corpos, até que chegue a hora da festa.

É através desta intrincada dança de união que nossa Mãe Terra é reenergizada para que a vida possa continuar através das chuvas revigorantes que alimentam o seu corpo. Nossa Mãe Terra possui uma natureza magnética; por isso necessita das energias elétricas que são supridas pelos Seres-Trovão. O povo chuva se encarrega de reciclar a umidade do mundo do céu e de devolvê-la à Mãe Terra, para que seu corpo possa alimentar todas as coisas que são verdes e crescem.

O Pai Céu cobre carinhosamente a Mãe Terra, todos os dias, com o seu manto azul. Nós, os duas-pernas, podemos vizualizar a beleza do seu amor por ela toda vez que o povo nuvem se agrupa e os pensamentos gerados por essa união assumem forma física. Em nossa linguagem Seneca, Hail-lo-way-ain é a linguagem do amor. esta linguagem do amor promove a união entre o Pai Céu e a Mãe terra.

Assim como a Mâe Terra necessita do amor e do calor do avô sol para suprir as necessidades de todos os seus filhos, podemos ver tempestades, raios e chuvas sempre que ela e o Pai Céu começam a dançar a Dança Sagrada da união divina. O chefe do trovão grita em Hail-lo-way-ain para que a Mãe Terra o escute e se prepare para encontrar o seu noivo. A energia do fogo que corre entre eles forma os raios, os bastões de fogo. Este fogo chega à terra e é distribuído ao longo da rede sutil de meredianos de energia que recobre a superfície da Mãe Terra.

Quando um bastão de fogo atinge a Mãe Terra em determinado lugar, emite uma corrente elétrica que percorre grandes distâncias. Em seu trajeto, ele vai reenergizando os locais que necessitam da energia masculina do pai Céu. As necessidades específicas de todas as partes de seu corpo são supridas pelos Seres-Trovão, pois eles são os guias de cura ou os ajudantes do Pai Céu.

O ato de amor entre o Pai Céu e a Mãe Terra pode dar-se de maneira gentil e carinhosa, ou de forma tórrida e apaixonada. Este amor é sentido pelos filhos da Terra através das mudanças de temperatura e das alteraçõs do clima. A liberdade de ação da natureza expressa-se sob a forma de enchentes e queimadas, vendavais e tornados, furacões e tufões. Qualquer destes fenômenos naturais termina por suprir as necessidades de nossa Mãe Terra e deve ser encarado como sendo um fator muito positivo para todas as criaturas vivas. O Grande Mistério rege todos os fenômenos que acontecem no Unimundo e cada um de seus atos corresponde a uma necessidade de mudança e de crescimento.

Minha prórpia vida foi salva, em março de 1986, pela ação dos Seres-Trovão. Eu voltava para a Califórnia em meu carro, atravessando o estado de Utah, depois da passagem de meu avô para o acampamento do outro lado. Em minha companhia vinha um jovem que sofria de graves distúrbios emocionais e que havia me procurado em busca de conselhos e de cura. Naquele dia havíamos combinado de viajar em silêncio total e eu havia lhe passado o volante de meu carro.

Nós íamos pegar um atalho sobre a passagem que só era usada normalmente durante o verão. Após subirmos uns 10 quilômetros, começamos a avistar neve. Nós nos dirigíamos para o local onde vivia o Xamã Trovão Retumbante, em busca de ajuda para o meu companheiro de viagem. Eu mesma estava bastante assustada com o estranho comportamento que ele vinha tendo desde o início da viagem, dois dias antes, e estava em busca de orientação.

Quando ele passou por uma placa que alertava acerca da neve e das péssimas condições da estrada sem lhe dar a menor atenção, eu quebrei o silêncio. Escurecia rapidamente. falei-lhe de minha preocupação, pois o mapa indicava que a passagem tinha cerca de três mil metros de altura e que só havia uma estrada estreita de cascalho, bem no alto. Nisto o rapaz perdeu todo o controle, pisou fundo no aceleradore mergulhou o carro num banco de neve de dois metros de espessura, que recobria toda aa estrada. Derrapamos sobre o gelo, e o carro acabou pendurado, precariamente, sobre a beira da estrada.

O povo nuvem havia se juntado no céu e o avô sol já estava quase desaparecendo na linha do horizonte. Por alguns instantes fiquei paralizada de medo. Eu nunca havia encontrado Trovão Retumbante, mas vovó Twylah sempre dizia que ele era um Xamã competente e muito sábio. Por isso entrei no silêncio e pedi a sua ajuda. Neste exato momento o pedido do meu coração alcançou o povo nuvem, e um estrondo dos Seres-Trovão encheu-me de coragem. Percebi que o jovem estava buscando a morte, e que, se fosse necessário, me levaria junto com ele.

Ouvi claramente a voz do espírito de meu Avô recomendando-me que reagisse. " Mas não sei como", retruquei. Sua voz recomendou que eu pegasse a machadinha do acampamento que estava no banco traseiro e que fosse seguindo as suas instruções. Foi o que eu fiz. Virei-me para o rapaz, furiosa, e mandei que saísse do carro. Ordenei-lhe que começasse a cortar galhos de Salva e que os colocasse sob os pneus do carro, para dar-lhe tração. Enquanto ele estava ocupado, chamei os Seres-Trovão para pedir ajuda e voltei a invocar os poderes do Trovão Retumbante, o Xamã que vivia em Carlin, no estado de Nevada.

Voltei para o carro e senti que os Seres-Trovão acalmavam o meu coração, avisando-me que o socorro já estava a caminho. Acionei o motor, e consegui recolocar o carro na pista de cascalho, no centro da estrada. Menos de dez minutos depois aparecia outro carro. No velho impala verde que se aproximava, viajava uma família. Era um jovem casal, com seus filhos muito louros. O pai das crianças ajudou o rapaz que vinha comigo a empurrar o carro, enquanto eu ficava no volante e ligava o motor.

Por fim o carro acabou transpondo a avalanche de gelo e a neve acumulada durante o último inverno. Agradecemos à família e perguntamos porque eles não haviam respeitado o sinal avisando que a estrada estava bloqueada. O Homem explicou que uma pessoa, num posto de gasolina da cidade que ficava próxima dali, lhe havia informado que aquela estrada continuava aberta ao trânsito.

Combinamos de dar meia volta e retornar juntos. depois da quinta curva da estrada olhei para trás, pois havia perdido de vista os faróis do Impala. Parei e fiquei esperando. Por fim, ignorando os gritos do meu acompanhante, dei meia-volta, e retornei para procurar a família. O rapaz ía ficando cada vez mais irritado, a ponto de me deixar assustada. Já era noite, chovia, ele estava com fome e, além do mais, não havia motivo para que devêssemos retornar. O Impala, porém, havia desaparecido.

Nada de carro, nenhuma marca de pneu ou de acidente, ninguém na encosta das montanhas...Eles haviam simplesmente desaparecido! Eu sei que esta história é um destes mistérios que jamais conseguirei explicar. Só sei que sou uma pessoa bem protegida. Acabei nunca me encontrando com Trovão Retumbante, mas continuo honrando o seu Poder de Cura. A partir daquele dia, os Seres-Trovão tambem tornaram-se meus guias. Eles conseguiram me provar que amam e ajudam as pessoas que acreditam neles.

Naquele dia aprendi com os Seres-Trovão Retumbantes, com os Bastões de Fogo e com os Povos da Nuvem e da Chuva que eu poderia ser forte em face da morte. Eles também acabaram com o meu medo de ser controlada por outra pessoa. Além do mais me ajudaram a vencer o sentimento de culpa e incapacidade de ajudar, quando recebi a notícia de que o rapaz havia se suicidado, um mês depois.

Os Seres-Trovão possuem a capacidade de nos insuflar coragem e de nos fazer vencer o nosso sentimento de perda, através da compreensão do Plano Maior que está por detrás de todos os acomtecimentos. A união amorosa da Mãe Terra com o Pai céu traz um sopro de renovação a todo o conjunto da criação. A nossa renovação pessoal, que é refletida pela natureza, pode ser alcançada toda vez que conseguimos dominar os nossos medos, abrindo-nos para um novo processo de crescimento, deixando de lado os velhos hábitos e permitindo-nos receber amor e proteção.

Os Seres-Trovão nos proporcionam a energia pura de que necessitamos para poder renovar e modificar as nossas vidas. Nós, os seres humanos, somos Catalisadores que possuem corpos eletromagnéticos com polaridades de emissão e recepção. Quando vivemos em harmonia, formamos a ponte que liga a Terra ao Céu.

A nossa própria natureza também possui as energias masculina e feminina da Mãe Terra e do Pai Céu, Para poder fazer uso adequado de todo o nosso potencial de energia, precisamos aprender primeiro a equilibrar as nossas polaridades masculina e feminina."

Que assim seja, que assim se faça e assim será.

 
CURRENT MOON