segunda-feira, 18 de maio de 2009

A Morte do Xamã


"Os ensinamentos relativos à morte do Xamã assumem formas bastante diversas nas cerimônias dos povos da América Nativa. No entanto, todas elas possuem um ponto em comum: a idéia de que a morte representa o início de um ciclo de vida. Já que a manifestação da vida é vista sempre de forma dinâmica, dentro da roda de medicina, tudo aquilo que termina significa, por sua vez, o início de alguma coisa nova.

A roda da vida possui inúmeros aros, os quais assinalam as diversas lições de vida e os diversos degraus que cada ser vivo precisará enfrentar ao percorrer a estrada de sua vida física. Esses passos recebem o nome de Boa Estrada Vermelha e representam o sopro da vida, que nos chega em forma de espiral, proveniente do Grande Mistério. Os nativos americanos aprendem, desde pequenos, que nenhuma pessoa deve julgar os passos que as outras estão dando em seu processo de crescimento; esse julgamento não passa de uma atitude tola e improdutiva.

À medida que a roda da vida gira, todos os seres humanos chegam aos lugares em que deverão aprender lições idênticas. É neste momento que a morte do xamã entra em cena. Cada vez que a lição de um determinado raio da roda de vida é aprendida, a roda gira para que já comece a aparecer a lição contida no raio seguinte. As facetas sombrias de nosso Ser, aqueles ângulos obscuros que inibem o nosso crescimento, são constantemente condenadas à morte.

Essas mortes ocorrem diariamente, sejam elas nossos medos, nossas dúvidas, nossos maus hábitos, nossos pensamentos negativos ou nossa autoimportância. Essas mortes demarcam o caminho do nosso progresso espiritual e nos revelam, a cada momento, que o ser humano possui a capacidade de caminhar em beleza. A morte de um ângulo sombrio de nossa personalidade sempre serve como prenúncio do nascimento de um novo dom ou talento já contido no âmago de nosso ser. Cada vitória conseguida sobre alguma parte de nosso der que não esteja cominhando em beleza significa em si mesma um nascimento. Toda vez que alguma pessoa alcança uma encruzilhada em sua vida e se vê frente à necessidade de tomar uma decisão e mudar de atitude, dá-se a morte do velho e o nascimento do novo.

O Xamã é uma pessoa sempre pronta a confrontar os seus medos mais profundos e todos os aspectos sombrios de seu vida física. Na época em que eu trabalhava com Joaquin e as duas vovós no méxico, aprendi qual a diferença entre um curador e um Xamã. Um curador é aquela pessoa que sabe como utilizar as forças da natureza para efetuar uma cura no corpo físico, mental ou espiritual de outra pessoa. O curador - ou curandero - jamais usa as forças da sombra para efetuar as curas. Já o Xamã é um curador que desceu aos seus próprios mundos sombrios, confrondando-se com seus medos mais ocultos e também com o subterrâneos da maldade alheia.

Isto lhe troxe a capacidade de saber lidar tanto com as forças das trevas quanto com as forças da luz. Um verdadeiro Xamã está apto a praticar exorsismos, a desfazer feitiços e a reverter os efeitos de atos de magia negra realizados contra alguém. É claro que o Xamã sabe praticar curas tão bem quanto qualquer curador espiritual, porém só mesmo um Xamã sabe lidar com qualquer tipo de magia negra que possa ter levado um pessoa a contrair algum tipo de enfermidade.

Há muitas pessoas hoje em dia que se denominam Xamãs sem nem sequer saber o que isto significa exatamente. Se esses pretensos Xamãs não possuirem a capacidade de mergulhar em seus próprios subterrâneos sombrios, não estão aida preparados para seguir o verdadeiro caminho do Xamã. Uma pessoa destas não está preparada para confrontar os resultados de um trabalho de xamanismo negro. É bastante comum encontrar-se a mistura da magia negra com a magia branca de cura entre a população do México, da América Central e da América do Sul. Muitos Xamãs morreram por terem despertato a ira dos praticantes da magia negra ao tentarem proteger os outros. Ao norte da fronteira mexicana o uso trevoso da xamanismo, já não é tão comum mas, mesmo assim, porque sabem que ele existe. Os verdadeiros Xamãs não precisam ficar se gabando nem se exibindo para os outros. Eles trabalham em silêncio e em total humidade porque sabem que aos olhos do Grande Mistério o seu valor já está sendo reconhecido. As opiniões alheias jamais mudam o senso de ser de um verdadeiro curandeiro ou Xamã. Um Xamã é aquele indivíduo que caminhou até os portais de seu inferno pessoal e teve coragem de entrar. Um verdadeiro Xamã é aquele que enfrentou e venceu os demônios autoconcebidos do medo, da insanidade, da solidão, da autoimportância e dos vícios ao passar pela gama de mortes do Xamã. A qualidade que melhor define um Xamã de verdade é o seu sentido de compaixão pelos caminhos que os outros ainda precisam trilhar, já que também atravessou o mundo subterrâneo das sombras e conhece diretamente a dor e o sofrimento envolvidos neste processo. Um destes rituas de morte e renascimento é chamado a Noite do Medo. Esta tradição é praticada por muitas tribos norte-americanas como meio de enfrentar e vencer o medo antes de embarcar numa busca de visão. Para cumprir este rito de iniciação, o nativo deve dirigeir-se a um local isolado da floresta e cavar sua própria sepultura. Depois, deve deitar-se nessa tumba sózinho e passar a noite toda ali. A abertura da cova é tapada com um cobertor. Ele fica deitado ali, escutando os sons da floresta e os gritos dos animais noturnos. Os sons servem como catalizadores e fazem com que os medos ocultos da pessoa velham à tona, para serem confrontados e reconhecidos. A pessoa que está passando por esta iniciação não consegue enxergar nada através do cobertor: portanto, os sons, muitas vezes bastante amplificados pela própria imaginação da pessoa, constituem neste hora o seu pior inimigo. Um imaginação fértil acaba criando um estado de medo tão intenso que pode levar a paralisação dos sentidos, ou então, pode aflorar uma grande coragem interna, que se encontrava, até então, em estado latente. Depois que aquela pessoa passa a noite inteira acordada, confrontando os medos sombrios que assombram a imaginação, ela se encontra preparada para iniciar sua Busca de Visão.

Existe outro gênero de ritual da morte do Xamã praticado nos planaltos mexicanos. Para a realização desta cerimônia, começa-se despindo a pessoa totalmente. A seguir, membros do tribo da mesmo sexo pintam-lhe o corpo todo com simbolos referentes ao Morcego. Bem no centro da aldeia cava-se um buraco, de forma a permitir que só a cabeça fique de fora. Feito isto, a pessoa é enterrada no buraco, onde ficará de pé por um período de vinte e quatro horas. Todos os membros da aldeia então passam a xingá-lo, jogam terra em sua cara e urinam ou defecam perto da cabeça daquela pessoa enterrada e indefesa. O iniciado não deve responder a qualquer destas provocações verbalmente. O horror de tudo isto que está acontecendo acaba por destruir muitos dos conceitos que a pessoa tinha de si própria. Estas indignidades costumam constituir uma surpresa total para o iniciado e devem ser enfrentadas em silêncio e com coragem. Nunca se explica de atemão tudo o que vai acontecer durante estas iniciações; o iniciado recebe somente algumas noções gerais antes do inicio da cerimônia.

Após o final da provação de vinte e quatro horas, o iniciado é retirado do buraco e levado para um rio a fim de ser lavado e perfumado. Os outros membros da aldeia vestem-no com uma nova roupa branca e enfeitam-no com flores. Voltam todos à aldeia, onde tem início a última surpresa: uma festa em homenagem ao deus morcego, que assistiu o iniciado durante todo a cerimônia e ajudou em seu renascimento. Aqueles indivíduos que não conseguem suportar a prova são retirados de terra, lavados e passam a receber cuidados especiais até se sentirem curados da doença do Xamã. Essa doença, que beira a insanidade, pode minar todo o autocontrole do Xamã e provocar uma ruptura da personalidade. Em algumas aldeias é possível encontrar um ou dois iniciados que perderam o contato com a realidade durante o processo e são tratados como pessoas " tocadas pelos Deuses ".

O objetivo destas modalidades de morte de Xamã é fazer com que a pessoa enfrente o jogo da insanidade, o que torna sua mente mais forte e impede que alguma feitiçaria possa agir sobre ela, tentando " ajustar seu pensamento". O ajuste do pensamento consiste numa invasão telepática que uma pessoa treinada consegue efetuar sobre a mente de uma outra pessoa, mais desavisada.

Esta é uma antiga técnica usada para controlar idéias ou atitudes de outras pessoas, através do poder que se consegue sobre a mente delas. Muitos Xamãs negros procuram levar os Xamãs brancos à loucura invadindo seus sonhos ou usando táticas para amedrontar e enlouquecer suas vítimas. Desta forma, eles tentam afastar e neutralizar todos aqueles que lutam pela correta utilização do xamanismo, ou seja, aquelas pessoas que se opõem ao uso indevido dos poderes mágicos. Por isto, é imperioso que os aprendizes estudem sob a orientação de um verdadeiro Xamã, que seja bem treinado e bastante experiente. Querer mergulhar no mundo do xamanismo sem receber a orientação adequada, principalmente nos países que praticam regularmente a magia negra, pode vir a ser perigoso e até fatal.

O xamanismo é também a capacidade de comungar com todos os espíritos que habitam em todos os níveis da criação. Algumas pessoas possem esta capacidade desde cedo e podem ser muito mal interpretadas. O Xamã natural muitas vezes foi vítima de algum evento traumático entre um e sete anos de idade. Estes acontecimentos traumáticos costumam romper a matriz embrionária do ego e destruir o sentido natural de limites que a criança possui. Quando o sentido natural de individuação e a percepção do próprio espaço sagrado se enfrequecem, começa a se estabelecer uma comunicação involuntária entre aquele ser e vozes advindas de outros planos. Uma criança não pe capaz de discernir quais são as vozes úteis e quais as vozes perigosas, podendo, assim deixar-se influenciar por espíritos perigosos, que continuam presos à terra. A situação se agrava quando a criança é mal compreendida peloas adultos que estão ao seu redor, podendo, nesses casos, desenvolver-se um quadro de esquizofrenia ou de divisão da personalidade.

Em nossa cultura moderna o tratamento desses sintomas é tragico. Nas culturas tribais mexicanos, porém, tenta-se orientar a criança, ensinando-a a eliminar as influências negativas e a aceitar as vozes positivas, que poderão transformá-la num Xamã talentoso mais tarde, quando crescer. O caminho natural desta criança especialmente dotada será pontilhado por diversas mortes do Xamã, com o objetivo de conduzí-la a um maior discernimento e a um fortalecimento do seu ser interno.

Toda vez que estas inevitáveis batalhas interiores são travadas, contam com toda assistência dos curadores e Xamãs mais experientes daquela tribo. Os melhores Xamãs que encontramos hoje em dia são aqueles " curadores curados ", que já trilharam o caminho da morte e do renascimento, destruindo as sombras que obscureciam sua clareza interior. Para a pessoa que já palmilhou esta difícil estrada, conseguiu vencer os obstáculos, e passou a integrar em si mesma os aspectos positivos, torna-se bastante fácil ajudar os outros a fazer o mesmo. Um Xamã que sabe reconhecer o lado obscuro do seu próprio Ser consegue facilmente diagnosticar uma escuridão semelhante nos outros indivíduos.

Toda vez que nos propusermos a confrontar as facetas mais sombrias do nosso Ser que estejam nos desviando do Caminho Sagrado para a totalidade e nos decidirmos a purificar estes aspectos através do processo de morte do Xamã, estaremos dando mais um passo admirável em nosso próprio caminho evolutivo. A morte do Xamã não existe só para os Xamãs. Sempre que alguém se propuser mudar velhos hábitos e recomeçar sua vida de forma nova e mais produtiva, estará manifestando um tipo de morte do Xamã. Se os velhos pés de milho não fossem arrancados e queimados, o solo não ficaria bastante fertilizado e os novos pés de milho não conseguiriam crescer no ano seguinte.

O Morcego é o símbolo Maia e Asteca do renascimento. O Morcego costuma ficar pendurado de cabeça para baixo na sua caverna, assim como os humanos ficam aninhados de cabeça para baixo, no ventre da mãe, quando estão prontos para nascer. O Morcego se sente seguro na escuridão da caverna, e o feto se sente protegido na escuridão do ventre materno. Depois de sair do ventre, ou da caverna, a pessoa é obrigada a encarar tanto a luz quanto a sombra. Torna-se então necessário decidir qual destes lados permitirá maior crescimento ao seu prórpio Ser. A dualidade do atual universo só poderá ser harmonizada no Unimundo a partir do instante em que todas as pessoas forem capazes de enxergar que ambos os lados contribuem igualmente para o nosso processo de evolução.

A morte da Xamã constituí um símbolo deste crescente processo de Conscientização que nos conduz à Totalidade."

As cartas do caminho sagrado - Jamie Sams.


sexta-feira, 17 de abril de 2009

O Guardião da Luz


Se eu guio você pelos seus olhos...sou seu guru OSHO,

Se eu guio você pelos seus pés... sou seu " guru dos caminhos ",

Se eu guio você pelos céus... sou seu espelho,

Eu sou seu sol...

Eu sou seu sorriso...

Eu sou seu puro ouro...

Eu sou seu orgulho...

Eu sou seu guerreiro...

Eu sou seu ISHO.

sexta-feira, 27 de março de 2009

A Profecia do Berço da Criação



"O Berço é uma cesta de madeira especialmente adaptada para carregar bebês e utilizada em quase todas as tradições tribais da América Nativa. A base e os lados dos berços são feitos de madeira para que o corpinho da criança fique firmemente apoiado. O lado de dentro é acolchoado com folhas de salva e depois coberto com pele de coelho.


As fraldas do bebê eram feitas de pele de coelho e recheadas de folhas de salva ou verbasco, que serviam para absorver a umidade. A cobertura externa do berço é feita com pele macia de Cervo, que é entrelaçada na frente, de uma forma que deixa a criança bem segura dentro do berço, mas que permite retirá-la facilmente para trocar a fralda ou alimentá-la.


A touca ou o capuz protege os olhos do bebê da luz forte e da chuva, durante as viagens ou mudanças de acampamento. O berço tem a responsabilidade de proteger o corpo da criança de qualquer dano eventual em todas as situações. Se o berço cair da esteira que é puxada pelo pônei nas mudanças de acampamento, a criança não se machucará, porque a moldura grossa de madeira e a touca sobre a sua cabeça criam uma espécie de armadura.


Para os nativos, o conceito tradicional do sentido de responsabilidade equivale a ter " capacidade de reagir"; por isto, achamos que o berço possui todas as características necessárias que representam esta qualidade. Os nativos americanos, particularmente os das planícies, eram um povo nômade, que se ajustava e reagia às situações da vida de forma natural. Era perfeitamente natural acompanhar os rebanhos, assim como as mudanças de estação.


Porém as crianças que ainda não tinham idade para caminhar sozinhas tinham que ser carregadas. Assim, o berço tornou-se indispensável para ajudar nas tarefas das jovens mães, que precisavam, também, atender a outras tarefas da vida do acampamento. O Bebê poderia ser colocado num berço, que era pendurado do lado de fora da tenda. Enquanto a criança dormia, sua mãe preparava os bolos de carne e frutas secas que eram utilizados nas viagens, ou então acendia a foqueira para cozinhar, tingia abrigos e costurava mocassins.


Quando ocorriam as mudanças de acampamento, o berço podia ser amarrado do lado de cima das esteiras puxadas pelo pônei, entre os mantos de búfalo e outros objetos da tribo. Mas, na maior parte das vezes, a mãe amarrava o berço às suas costas, enquanto andava pelo acampamento. O berço detém, tradicionalmente, o dever e a responsabilidade de proteger as crianças, porém o símbolo do berço consegue ser muito mais abrangente.


Os nativos americanos aprendem que o seu propósito na vida é evoluir, crescer em entendimento e viver em harmonia. Nós sabemos que todas as coisas estão contidas na Roda da Vida e que continuarão a se manifestar pelas três faces do destino: o passado, o presente e o futuro. Nossa habilidade em reagir ao passado corresponde a honrar as tradições dos nossos ancestrais, sua sabedoria, e os objetos sagrados de cura, que tem protegido e guiado nosso caminho. É sempre com muita alegria que transmitimos estes sistemas de conhecimento aos nossos filhos.


Nossa habilidade em reagir ao presente consiste em encontrar a beleza em cada momento do dia, usando nossos dons, talentos e capacidades para incrementar o bem comum. Trilhando nosso caminho suavemente sobre a mãe terra, honrando o espaço sagrado presentes em todas as formas de vida, conservando o brilho nos olhos e a alegria em nossos corações, aprendemos a demonstrar gratidão em cada benção que a vida nos concede.


A habilidade de reagir ao futuro consiste em compreender o presente. Nós acreditamos que a sobrevivência e o bem-estar das próximas sete gerações dependem de cada pensamento que emitimos e de cada ação que manifestamos no aqui e agora. Por isto, sosmos constantemente lembrados de nossa responsabilidade como guardiões do berço para as futuras gerações. Toda pessoa que se vê caminhando hoje pela boa estrada vermelha da vida física é um guardião do berço de amanhã.


Nós somos o exemplo vivo para todas aquelas crianças que viverão em nosso mundo depois de termos partido. Elas aprendem conosco a preservar a mãe terra e os sistemas de conhecimento que lhes permitirão tornar-se guardiãs eficazes de todos nossos recursos. Se as florestas tropicais acabarem, se não houver mais água pura, se o ar estiver fétido e não for mais respirável, se a mãe terra não conseguir mais produzir alimentos, teremos falhado em nossa responsabilidade de carregar o berço dentro de nossos corações.


Se não conseguirmos passar para as futuras gerações o conhecimento que as habilite a reconhecer as plantas que curam, a plantar o milho e a viver em harmonia com todos os nossos parentes, teremos falhado e teremos destruído a rica herança que aqueles anciões, que caminharam na boa estrada vermelha antes nós, nos deixaram. Na época em que eu convivi com as duas avós Kiowa, no méxico, foi-me transmitida grande parte da profecia do berço da criação.


Eu gostaria de compartilhar estas profecias, porque las nos ajudarão a olhar o futuro com esperança, ao invés de encará-lo com desânimo e tristeza. Nossa mãe terra nunca destruíu todos os filhos da terra em qualquer dos quatro mundos anteriores, e também não é desta vez que fará isto. Aprendi que, ao final de cada mundo, a circunferência da terra expandiu-se, criando novas massas de terra e eliminando outras. A cada vez aqueles dentre seus filhos mais leias, que conseguiam ler os sinais que lhe eram enviados, encontravam lugares seguros para viver.



Alguns eram encaminhados a túneis subterrâneos, que se localizavam logo abaixo da superfície. A raça que foi para baixo da superfície é chamada de os subterrâneos pelo clã do lobo dos nativos Seneca. A profecia do berço fala do nascimento de milhares de Guerreiros do Arco-Íris, de ambos os sexos, que verão se manifestar o sonho do quinto mundo de paz. Estamos vivendo este processo agora, nesta era que as avós denominavam de Tempo do Búfalo Branco. Esta é a época na qual os ensinamentos estão sendo transmitidos a todos aqueles que tem ouvidos e olhos para ver.


A profecia declara que esses Guerreiros do Arco-Íris se recordarão de sua herança e a utilizarão para o bem de todos os filhos da terra. O chefe Duas Árvores, da tribo Cherokee, ensinou-nos que estas pessoas podem ser brancas por fora mas são, na realidade, vermelhas por dentro. Eu sinto que os novos Guerreiros do Arco-Íris são os Guardiães de nossa mãe terra e representam os nossos ancestrais vermelhos que estão retornando para ajudar a todos os nossos parentes.


A profecia do berço da criação também diz que o fogo virá do céu e atingirá a mãe terra no berço aquático da criação, ou seja, nos oceanos. Este objeto em forma de cometa virá para fertilizar o óvulo da terra e para recriar a pureza de todos os seus quatros clãs. Os chefes do Ar, da Terra, da Água e do Fogo voltarão a reintegrar-se. A condensação proporcionada por esta interação do Fogo e da Água nos devolverá o nosso ozônio. Estas profecias devem ser cumpridas em algum momento dentro de uma faixa de tempo que vai dos nossos dias ao ano de 2015.


Muitas pessoas que se desligaram da mãe terra e não sabem mais como plantar o seu próprio alimento precisarão aprender a fazê-lo. As pessoas que não conhecem o valor curativo das plantas passarão a depender de outras que já reconhecem este valor.A capacidade de reagir às mudanças que estão para acontecer está baseada no entendimento do berço, e está calcada na capacidade pessoal de partilhar e de servir.


Este é o momento de iniciar o processo de aprendizado que nos permitirá voltar a aprender as pródigas lições que a mãe terra propicia, para que as futuras gerações possam receber os sistemas de conhecimento necessários a uma vida harmoniosa. Muitos animais e muitas plantas dos tempos antigos voltarão a aparecer em nosso mundo, porque precisarão voltar a interagir com os seres humanos. Algumas destas plantas serão utilizadas para a cura e outras para fornecer alimentos.


Voltaremos a entender a linguagem das criaturas e permitiremos que o seu instinto e a sua sabedoria nos ensinem a preencher as nossas necessidades. O berço se tornará o símbolo de nossa primeira forma de encarar a vida, e nós todos formaremos uma grande comunidade mundial. Formas de comunicação harmônicas prevalecerão pelos próximos mil anos de paz; depois disto, a mãe terra se transformará num segundo sol, ou numa estrela de nosso sistema solar.


Nós continuaremos vivendo em sua superfície, mas não ficaremos queimados, porque teremos adquirido corpos imortais de fogo. As raças procedentes das estrelas virão até aqui para ajudar os filhos da terra a reencontrar o equilibrio ecológico, e alguns filhos da terra irão com elas para aprender estes sistemas de conhecimentos, que são muito antigos mas serão novos para nós. Aqueles que não forem capazes de aceitar o novo berço da criação serão removidos para o corpo-duplo da mãe terra, um local que abrigará a memória deste seu corpo tão explorado e tão marcado pelos abusos. O Tempo do Búfalo Branco verá acontecer muitas maravilhas, já que os governos não controlarão mais as ações dos filhos da terra e a união entre os povos voltará a ser fortalecida.


Quando colocarmos o Berço em nossas costas, ele transportará o filho de nossos futuros sonhos, que está começando a se manifestar agora, através de nosso amor. O Berço serve como lembrete. Nós só podemos proteger o Futuro reagindo ao Agora, ou seja, o Presente."


Texto extraído do livro:" As Cartas do Caminho Sagrado" - Jamie Sams.






 
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