O tridente que aparece nas ilustrações de Shiva é o Trishula. É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. Suas três pontas representam, no universo visível, as três qualidades da matéria: Tamas (o passivo - negativo), Rajas (o ativo - positivo) e Sattva (o equilíbrio - neutro). Os três princípios do movimento. E mais ainda, na origem, indica que ela, Shiva – o Grande Mistério Cósmico é formada a partir de três energias não codificadas.
A Naja é considerada uma das mais mortais das serpentes. Usar uma serpente em volta da cintura e do pescoço simboliza que despertou a Kundalini, a energia de fogo que reside adormecida na base da coluna vertebral. Quem a despertar integralmente domina a morte e torna-se imortal. A partir de um estágio de consciência quando ativamos essa energia ígnea etérea, ela sobe pela coluna vertebral, ativando os centros de energia (chakras) e produzindo a iluminação (samadhi), um estado de consciência expandida.
No topo da cabeça de Shiva se vê um jorro d’água. Para os Hindus simboliza o rio Ganges e está associado à muitas lendas. Na verdade trata-se da energia aquática etérea que nasce e flui pelos cabelos de Shiva. Ou seja, simboliza que o inconsciente está passivo e dominado pelo espírito. È a energia Yin podendo se expressar na sua plenitude.
Também chamado de linga, é o símbolo fálico de Shiva. Ele representa o pênis, o instrumento da criação e da força vital, a energia masculina que está presente na origem do universo. Está associado ao poder criador de Shiva.
Na Índia, reverenciar o lingam é o mesmo que reverenciar a Shiva. Ele pode ser feito em qualquer material, embora o preferido seja o de pedra negra. Na falta de uma escultura, se constrói um lingam com a areia da praia ou do leito do rio; ou simplesmente se coloca em pé uma pedra ovalada.
É comum, nos templos, se pendurar sobre o lingam uma vasilha com um pequeno orifício no fundo. A água é derramada constantemente sobre ele numa forma de reverência. A base do lingam representa a yoni, o genital feminino, mostrando que a criação se dá com a união do masculino e feminino. Então, mais uma forma de expressar que do três podemos gerar o infinito. Ou seja, basta ir combinando e desdobrando energias que temos o princípio da harmonia expresso no universo.
A lua, que muda de fase constantemente, representa a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos. Ela também representa as emoções e nossos humores que são regidos por esse astro. Usar um crescente nos cabelos simboliza que Shiva está além das emoções humanas e que ela não é deste mundo ou dimensão.
Ele não é mais manipulado por seus humores como são os humanos, ele está acima das variações e mudanças, ou melhor, ele não se importa com as mudanças pois sabe que elas fazem parte do mundo manifesto.
Os mestres que se iluminaram afirmam que as transformações pelas quais passamos durante a vida (nascimento e morte, o final de uma relação, mudança de emprego, etc.) não afetam nosso ser verdadeiro e, portanto, não deveríamos nos preocupar com elas.
É o tambor em forma de ampulheta que representa o som da criação do universo. No Hinduísmo, o universo brota da sílaba OM. É interessante comparar essa afirmação com a conhecido prólogo: ”No princípio era o Verbo (a sílaba, o som). E o Verbo era Deus. (...) Tudo foi feito por Ele (o Verbo) e sem Ele nada se fez."
É com o som do Damaru que Shiva marca o ritmo do universo e o compasso de sua dança. As vezes, ele deixa de tocar por um instante, para ajustar o som do tambor ou para achar um ritmo melhor e, então, todo o universo se desfaz e só reaparece quando a música recomeça.
O som como vibrações físicas é capaz de produzir formas físicas previsíveis. Combinações de sons produzem formas complicadas. Para produzir uma determinada forma, uma nota específica de uma altura específica deve ser gerada. A repetição da nota exata resulta na duplicação da forma. Portanto, subjacente a todas as formas do mundo manifesto estão os comprimentos de ondas oscilantes dos sons primordiais em combinações variadas. O som é a forma potencial, e a forma é o som manifesto.
- Nas curas espirituais, quando o curador possui contrato espiritual com o Grande Espírito Cósmico, ou seja, Shiva, e autorização para ancorá-la e interagir com ela, não há nas 10 dimensões deste universo, consciência espiritual, não importa de que linhagem seja, que possa derrotá-la.
- São os mistérios de Deus Pai / Mãe que aparecem em momentos importantes quando uma raça como a do ser humano busca ascender em consciência espiritual perante seu criador. Em momentos de evolução como o nosso, quer na genética do DNA espiritual quer na consciência espiritual, todo um conjunto de energias espirituais, humanas e não humanas, contrárias aos princípios da Vida, Luz e Amor Divinos, costumam querer participar da festa.
- Não desta vez. Nesta festa cósmica, primeiro eles terão que cumprir o que rege a Lei Maior Divina. Cumprir seus carmas pelo mau uso das energias que Deus Pai / Mãe disponibilizou para eles neste ciclo evolutivo do universo contra a raça humana. Então conhecerão a energia do “Fogo Branco”.


